Eu era uma criança musical recém-nascida
Quando a canção entrou na minha vida
Cantiga de ninar que a minha mãe cantou
Eu era adolescente apaixonada e atrevida
Quando a canção voltou à minha vida
Cantiga de dançar que o meu amor tocou
Mas o que eu não sabia é que a canção que faz feliz
Às vezes, às vezes dói
Num baile desta vida de repente a vida diz
Que a minha voz não era minha nunca mais.
E desde então eu me tornei cantora popular
E desde então não imagino a vida sem cantar
Eu sou que nem um rouxinol
Se não achar ninguém pra me escutar
Eu canto para o Sol
Eu sou que nem um rouxinol.
E desde então eu me tornei cantora popular
E desde então não imagino a vida sem cantar
Eu sou que nem um sabiá
Se não achar ninguém pra me escutar
Eu canto aqui ou lá
Eu sou que nem um sabiá.
Autor: Pe.Zezinho
Intérprete: Dalva Tenório
O tema
As Igrejas estão investindo, e muito, na canção religiosa. Tanto a católica como as evangélicas. Como faço parte dos que comandam alguma coisa nesse campo, há quem me pergunte sobre esta competição. Para mim, não é. Se pudesse, faria edições conjuntas naquilo que nossos cantores podem cantar juntos, sem um ferir as convicções do outro. Creio que é o mesmo Senhor que nos inspira, cada um recebe a luz no ângulo da fé onde se colocou. No entanto, a luz vem do mesmo Sol. Deus merece o melhor dos católicos, dos judeus, dos evangélicos e dos maometanos. Que bom que estas religiões estejam investindo na arte religiosa e na canção. O mundo deve muito aos artistas cristãos. Quem estudou arte, música e arquitetura sabe disso. Pouco a pouco a canção de mensagem está ocupando seu espaço no mundo ao lado da canção romântica, da bucólica ou da sertaneja, que nunca deixou de ocupar seu espaço privilegiado. Os grandes cantores do mundo sempre cantaram canções religiosas. Milhares deles, como John Denver, Elvis Presley, Neil Diamond, vieram deste meio. Os outros se inspiraram nela para alguns de seus maiores sucessos. Harry Belafonte, Simon and Garfunkel, Bob Dylan, Milton Nascimento, Roberto Carlos, só para citar alguns nomes, gravaram canções religiosas. Eles sabem que a religião é uma fonte inesgotável de inspiração musical. Quando cantam, fazem a canção ainda mais bonita do que é. Deus fala por eles, naquela hora. Deus não abençoa apenas o cantor religioso. Ele abençoa o Roberto Carlos, Erasmo, o Chico Buarque, o Caetano Veloso, o Fagner, o Gilberto Gil, a Gal Costa e todos os outros que, um dia, tornaram a vida de alguém mais bonita por causa de um verso bem escrito e bem cantado.
Deus abençoe os cantores. Todos eles, inclusive os que não crêem da maneira que eu creio, mas talvez amem o povo mais do que eu.
(palavras do
Pe.Zezinho)





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